SIMULADO DE PORTUGUÊS
5º ano do Ensino Fundamental
Avaliação Contínua da Aprendizagem - Ciclo II - Caderno P0506
A nuvem de Inês
A maioria das crianças sonha à noite. Inês sonhava à noite, claro, mas de dia também.
– Inês, Inês – disse o pai –, acho que você está com a cabeça nas nuvens.
“Nas nuvens?” – pensou a menina. Dessa ideia ela gostou e começou a imaginar como seria viver em uma nuvem:
Na nuvem de Inês, o chão era bem branquinho e esponjoso. Se quisesse, podia deitar‑se para dormir porque era como uma cama de algodão. Sua nuvem era tão branca, tão branca, que ficaria suja se Inês pusesse seus sapatos sobre ela. Por isso, em sua nuvem, Inês andava sempre descalça.
De sua nuvem, Inês cumprimentava o Sol e a Lua, e também via passar a toda velocidade os bandos de aves que iam para o sul.
Quando a nuvem de Inês ficava cinza, começava a chover. Então, Inês lavava os pés com a água da chuva.
A nuvem de Inês podia ter a forma de um coração, de uma mariposa, de uma coelha...
– Acorda, Inês! – chamou o avô. – Vamos, vamos, que está na hora do colégio!
Inês, deixando os pés suspensos na nuvem, continuou sonhando... acordada! [...]
MAÑERU, Maria. Contos para sonhar: um livro de história para dormir. Barueri, São Paulo, Girassol, 2014. p. 8-9. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00127797_SUP)
O que fez com que essa história acontecesse?
No trecho “... ficaria suja se Inês pusesse seus sapatos sobre ela.” (4º parágrafo), a palavra em destaque está no lugar de
Qual trecho desse texto indica a opinião de um personagem?
Qual trecho desse texto apresenta uma expressão que indica tempo?
Por que a gente sonha?
Você já parou para se perguntar em como a gente tem sonhos? Por que a gente sonha?
Quem pergunta são o João Gabriel e a Inara, de Caeté, e o Matheus, que enviou a pergunta pelo site. Quem responde é a Fabiana Cassiano, aluna de Medicina da UFMG, e a professora Leonor Bezerra Guerra, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG:
“Quando a gente dorme, sonha com várias coisas, que nem sempre têm muito sentido, não é mesmo? E por que isso acontece? Para entender isto, é preciso saber o que acontece com o nosso corpo enquanto a gente dorme.
O nosso sono se modifica ao longo da noite: os quatro primeiros estágios são chamados de sono de ondas lentas. Nessa fase inicial, a atividade das células nervosas, os neurônios, diminui gradativamente. A frequência cardíaca e a respiração, assim como a pressão arterial e a temperatura, também ficam mais baixas.
Mas é no próximo estágio que os sonhos acontecem. Neste estágio, apesar de estarmos profundamente relaxados, a atividade dos neurônios é intensa, semelhante àquela que temos quando estamos acordados. Os nossos olhos movem-se rapidamente debaixo das pálpebras. Os batimentos cardíacos, a respiração, a pressão arterial e a temperatura ficam irregulares. Nesse momento, nossos neurônios funcionam livremente, sem a regulação imposta pelos estímulos do ambiente, sem precisar responder a tudo o que acontece à nossa volta.
É esse funcionamento livre dos neurônios que gera os sonhos. Os sonhos misturam ou relacionam experiências diferentes que tivemos, em tempos, locais e com pessoas diferentes. O pensamento, no sonho, é livre.” [...]
POR QUE a gente sonha? Universidade das Crianças. Disponível em: https://meulink.fit/tehNWKMohzFXZiZ. Acesso em: 4 fev. 2025. Fragmento. (P00127007_SUP)
Qual é o assunto desse texto?
Qual trecho desse texto apresenta uma expressão que indica tempo?
Esse texto serve para
No final desse texto, a resposta da borboleta faz pensar sobre
As asas mágicas da borboleta
Há muito, muito tempo, quando a formiga, a abelha, a joaninha, a cigarra e outros animais falavam, existiu uma pequena lagarta chamada Matilde.
– Como seria bonito conhecer o que há além do nosso matagal! – exclamava ela a todo momento. E ficava na ponta dos pés (se é que uma lagarta consegue ficar na ponta dos pés) para ver o que havia do outro lado das folhas verdes.
– Algum dia viajarei pelo mundo...
As outras lagartas diziam para ela esquecer esses sonhos. Mas Matilde se esforçava para subir nos galhos mais altos para ver mais longe. E tanto tentou subir que, uma noite, pôde ver entre as folhas um pedaço de céu escuro onde brilhava com esplendor uma estrela.
– Que bonita! É maravilhosa! – sussurrou Matilde.
Toda noite a lagarta subia no galho para contemplar a estrela e admirar aquela beleza.
Um dia, decidiu construir um casulo de seda, entrou nele e lá ficou por muito tempo, quieta e em silêncio.
Em noite de primavera, o casulo se abriu de repente e dele saiu Matilde totalmente transformada: já não era uma lagarta, e sim uma linda borboleta de asas rápidas, quase transparentes.
E, adivinhe... ela foi até o céu para encontrar seu sonho. Naquela noite, a estrela brilhou mais do que nunca.
MAÑERU, Maria. Contos para sonhar: um livro de história para dormir. Barueri, São Paulo, Girassol, 2014. p. 36 – 37. Fragmento. (P00127017_SUP)
Nesse texto, no trecho “... admirar aquela beleza.” (6º parágrafo), a palavra destacada refere‑se à
Nesse texto, no trecho “... a lagarta subia no galho para contemplar a estrela...” (6º parágrafo), a palavra destacada significa
Nesse texto, no trecho “10, 11, 12, 13, 14...”, as reticências foram usadas para indicar
Nesse texto, as letras foram organizadas para mostrar
Conheça o porco-espinho, um roedor que sabe se defender muito bem
O porco-espinho é um bicho de poucos amigos. E não é para menos, com todos aqueles espinhos, quem é que se atreve a chegar muito perto?
Durante o dia, ele geralmente fica solitário, mas pode também descansar junto com pequenos grupos em pedras, tocas e lugares com vegetação bem fechada para se esconder dos predadores.
À noite, ele prefere sair sozinho para procurar folhas, frutas e raízes [...].
Quando sai em busca de comida, o porco-espinho está sempre alerta. Se percebe um felino ou outro carnívoro por perto, fica logo de costas para o inimigo. Ele não é nada bobo, pois é na parte de trás do seu corpo que está a maior quantidade de espinhos. [...]
Nessa hora ele costuma chacoalhar o corpo, e os espinhos batem uns nos outros fazendo um barulho engraçado.
NÃO ENCOSTE nele! Recreio, n. 1162, p. 20-21, 25 fev. 2025. Disponível em: https://goread.com.br/viewer/recreio-acervo/eu-sei-me-defender/. Acesso em: 26 mar. 2024. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00127379_SUP)
Qual é o assunto desse texto?
De acordo com esse texto, o que tem na parte de trás do corpo do porco-espinho?
Esse texto serve para
Esse texto é
Estudante homenageia pesquisadora do Butantan com cordel inspirado em venenos e ciência
Uma estudante de apenas 14 anos emocionou a cientista alagoana Mônica Lopes Ferreira, do Instituto Butantan, que busca a cura de doenças através dos venenos de peixes peçonhentos. Uma experiência que pode abrir caminhos para a jovem, que deseja ser médica [...].
A ideia surgiu quando Emily Passos Pereira da Silva, de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, participou da “Olimpíada Ciência e Arte”. Em uma das etapas, cada estudante teve que criar um cordel sobre um cientista nordestino, como parte de um projeto [...] na Unidade de Trabalho Diferenciado (UTD).
“Não havia intenção inicial de enviar os cordéis aos cientistas, mas a produção dela era tão boa que entendemos que as pessoas homenageadas precisavam ter conhecimento”, afirma Diogo dos Santos Pinheiro, professor de Ciências Naturais da UTD.
Emily não só escreveu o cordel, mas também criou uma xilogravura¹ de peixes. “Fiquei extremamente feliz ao ver que foi em formato de cordel, porque tem tudo a ver comigo. É uma leitura curtinha, mas que diz muito”, diz a cientista Mônica Ferreira.
Para Mônica, o cordel reforça como a arte e a ciência podem caminhar juntas na disseminação do conhecimento. “Eu comecei a trabalhar com peixes peçonhentos pelos acidentes que vi e para os quais queria encontrar um tratamento, e continuo estudando”, afirma a cientista do Instituto Butantan.
¹ xilogravura: técnica de impressão artística que consiste em gravar uma imagem em madeira e reproduzi-la em papel ou outro suporte.
ESTUDANTE homenageia pesquisadora do Butantan com cordel inspirado em venenos e ciência. Jornal da Criança, 28 jan. 2025. Disponível em: https://meulink.fit/TigkEZZMvfHIiol. Acesso em: 19 mar. 2025. Fragmento. (P00128349_SUP)
Qual é o assunto desse texto?
Esse texto é um exemplo de
No último parágrafo desse texto, no trecho “... o cordel reforça como a arte e a ciência...”, a palavra destacada indica
Nesse texto, no trecho “‘... mas a produção dela era tão boa...’” (3º parágrafo), a palavra destacada significa
O humor desse texto está no fato de o menino de chapéu
No primeiro quadrinho desse texto, no trecho “I aqui na cidade?”, a expressão destacada indica
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